7 de agosto - aniversário da Lei Maria da Penha


PESQUISA INSTITUTO AVON MOSTRA AVANÇOS NA PERCPÇÃO DA SOCIEDADE COM RELAÇÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

  • 94% dos brasileiros conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo.

  • Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.

  • Desse total, 63% tomaram alguma atitude, o que demonstra a mobilização de grande parte da sociedade para enfrentar o problema.

  • 27% das mulheres entrevistadas declararam já ter sido vítimas de violência doméstica – enquanto apenas 15% dos homens admitiram ter praticado esse crime.

No dia 7 de agosto, o Brasil comemora 5 anos de Lei Maria da Penha com avanços na percepção da sociedade em relação à violência doméstica. É o que mostra a Pesquisa Instituto Avon / Ipsos – Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil 2011, em que 1,8 mil pessoas de cinco regiões brasileiras foram entrevistadas. "Essa pesquisa divulgada pelo Instituto Avon contribui para a compreensão das atitudes e percepções sobre violência doméstica aqui no Brasil, como também abre oportunidades para educação e recursos que vão não somente assistir as vítimas no curto prazo, como também colaboram para por fim no ciclo da violência contra as mulheres no longo prazo", diz Andrea Jung, CEO da Avon.

94% CONHECEM A LEI MARIA DA PENHA, MAS APENAS 13% SABEM O SEU CONTEÚDO
“A pesquisa demonstra, com números contundentes, que a percepção de homens e mulheres sobre a gravidade da violência contra a mulher avança na sociedade brasileira. Hoje 62% da população já reconhecem a violência psicológica como uma forma de violência doméstica, 59% declaram conhecer casos de agressão a mulheres e 63% afirmam ter tomado alguma atitude para ajudar a vítima de violência”, explica Jacira Melo , do Instituto Patricia Galvão.

Desafios a serem vencidos – Com mais clareza sobre a importância do acesso à informação sobre a abrangência da Lei Maria da Penha, como também sobre o que pode ser feito para dar suporte às vítimas, o Instituto Avon divulga, no final deste estudo, a rede de serviços apresentados no site da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Método inédito – Como romper o silêncio é a principal batalha a ser vencida, uma das grandes conquistas desse estudo é a ampliação do espaço seguro para homens e mulheres se comunicarem, segundo avaliação da especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão: “Uma técnica sofisticada foi utilizada pela primeira vez nas pesquisas sobre violência contra mulheres no Brasil, com o objetivo de obter respostas mais fidedignas para um assunto tão complexo. No capítulo relativo à violência vivenciada por homens e mulheres, os entrevistados preencheram o questionário em sigilo (sem nenhuma indicação de dados pessoais), e o colocaram em um envelope. Dessa forma, evitou-se que o entrevistado se sentisse inibido ou influenciado a dar respostas padrão e aceitas pelo costume”.

59% CONHECEM UMA MULHER QUE SOFREU VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

“Com esse estudo, a Avon e o Instituto Avon esperam contribuir para a reflexão e maior compreensão deste desafio e oferecer subsídios para fundamentar o trabalho dos envolvidos – organismos públicos e privados, associações de bairro, lideranças comunitárias, acadêmicos e leigos – em encontrar saídas para a erradicação da violência doméstica” afirma Luis Felipe Miranda, presidente da Avon Brasil. “Teremos cumprido nossa missão se conseguirmos ampliar a discussão do tema, pautando-a na construção de relações baseadas na cooperação, no respeito e na convivência pacífica.”

62% RECONHECEM VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Sociedade mais madura – Os resultados revelam que há ainda um longo trabalho a ser realizado em disseminação de informação, já que os números sobre a percepção da definição do que é violência diferem pouco do estudo anterior.

“E é exatamente por dados como este que o Instituto Avon se empenha em contribuir destinando os recursos arrecadados com a venda de produtos, como a Pulseira da Atitude, agora disponível nos folhetos da Avon, a seminários, desenvolvimento de cartilhas informativas e pesquisas como esta” afirma Luis Felipe Miranda.

Outros dados importantes do estudo:
  • Falta de condições econômicas e preocupação com a criação dos filhos: percebidas como as principais razões para manter as mulheres atadas a um relacionamento abusivo.
  • Delegacias e conversa com amigos e familiares: as ajudas que as mulheres mais indicam para as vítimas.
  • A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.

A íntegra da pesquisa está disponível no site do Instituto Avon - http://www.institutoavon.org.br/publicacoes/


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